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Os físicos gostam de definir a energia como sendo “a capacidade de se realizar trabalho”, ou “energia não se cria, se transforma”.

Podemos dizer que a energia se apresenta em nosso dia a dia em três tipos diferentes, sendo eles a Energia Térmica, a Elétrica e a Química.

 

A Energia Térmica

 

A energia térmica é normalmente encontrada através da queima dos combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo, sendo alguns deles:

- A Gasolina;

- O Óleo Diesel;

- O Querosene.

Que são muito utilizados para funcionar os motores que movimentam os automóveis, os aviões, os navios, os trens e vários outros veículos de transporte e também gerar eletricidade.

Temos também os combustíveis fósseis utilizados em forma gasosa como:

- O GLP – Gás Liqüefeito de Petróleo (Gás de cozinha);

- O Gás Natural.

Que são utilizados para aquecimento, como nos fogões de cozinha, para aquecedores de ambiente e de água, como também para funcionar motores, iluminar os lugares e gerar eletricidade.

A energia térmica pode ser encontrada também na queima do:

- Carvão Mineral;

- Carvão Vegetal;

- Troncos e galhos de árvores (lenha).

Que são muito utilizados para aquecimento, cozinhar alimentos e gerar eletricidade.

Uma importante fonte de energia térmica é o Álcool, que possui inúmeras aplicações nas nossas atividades cotidianas, e teve um papel fundamental na década de 80, movendo mais de 85% dos automóveis brasileiros.

Existem várias outras fontes de energia térmica menos conhecidas como:

- O bagaço da cana de açúcar;

- Casca de cereais;

- Cavacos (lascas de madeira), serragem e maravalhas de madeira.

Que já são bem menos utilizados que as outras fontes, mas tem sua aplicação voltada principalmente para aquecimento e geração de eletricidade.

Dentre as muitas fontes de energia térmica disponíveis, não poderíamos deixar de falar da Energia Solar, que é importantíssima para gerar calor e eletricidade, e que a cada dia vem sendo mais utilizada, por ser uma fonte de energia renovável, que não polui o meio ambiente e que também é uma fonte gratuita de energia.

Devemos também lembrar da fonte de energia térmica que vem das resistências elétricas e das bobinas de indução, muito comuns no nosso dia a dia através dos chuveiros e fornos elétricos, que a maioria de nós podemos ter em nossas casas.

 A Energia Elétrica:

A energia elétrica é nos dias de hoje a mais encontrada em todos os lugares, seja nas casas, no comércio, na indústria, nas escolas e nas ruas, ela é a que mais faz parte de nossa vida e com certeza a que tem a maior importância.

Dentre as várias fontes de energia elétrica podemos citar como as mais conhecidas:

- Os raios, que são fenômenos naturais caracterizados como descargas atmosféricas, que ocorrem entre as nuvens e a terra quando elas estão carregadas com cargas elétricas de potencial diferente.

- A eletricidade gerada nas Usinas Térmicas, que utilizam vários tipos de combustíveis para produzir calor e aquecer a água para gerar vapor e fazer com que o mesmo movimente as pás das turbinas, que funcionarão os geradores de eletricidade.

Devemos dar ênfase as fontes térmicas de energia provindas de Biomassas como a cana- de-açúcar, que representam fontes renováveis e de baixo impacto ambiental.

- A eletricidade gerada nas usinas nucleares, que são também usinas térmicas, porém utilizando material radioativo como o urânio enriquecido para gerar eletricidade, devendo desta forma ter um destaque à parte por se tratar de uma fonte de energia térmica muito perigosa para os seres vivos.

- A eletricidade gerada nas usinas hidroelétricas, que utiliza a força das águas dos rios para girar as pás das turbinas, que funcionarão os geradores de eletricidade.

A eletricidade das usinas hidroelétricas é a fonte de energia mais utilizada no Brasil, e o fato de termos um potencial de geração hidráulica enorme em nosso País, sendo que hoje ela representa aproximadamente 90% de toda a energia elétrica gerada no Brasil, e também é uma fonte de energia renovável e com poucas agressões ao meio ambiente.

- A eletricidade gerada pelo Sol através da conversão dos raios solares em energia elétrica, pela tecnologia das células fotovoltaicas, que através de um processo químico gera eletricidade de uma das fontes de energia mais limpas que nós temos.

A energia elétrica gerada através da energia solar ainda é muito pouco utilizada, devido a seus custos de construção serem muito altos, restringindo-se a lugares distantes aonde a energia elétrica de fontes convencionais ainda não chegou, principalmente para alimentarem aparelhos de telecomunicações.

- A eletricidade gerada através da energia da força dos ventos que faz girar as hélices dos geradores eólicos, que ainda é muito pouco utilizada no Brasil, mas muito utilizada em vários países do mundo, principalmente nas regiões à beira mar, onde os ventos são mais constantes e fortes.

Nos últimos anos a geração de eletricidade em usinas eólicas vem aumentando muito no Brasil, principalmente por ser uma fonte bastante abundante, principalmente no nordeste do País, e com mínimas agressões ao meio ambiente.

- A eletricidade gerada através da energia das marés, que nos movimentos de maré alta e baixa criam condições de geração de eletricidade.

No Brasil ainda não temos uma usina utilizando as forças das marés, porem ela já é utilizada por alguns países em pequena escala.

- A eletricidade gerada pela queima do gás metano resultante da fermentação dos materiais orgânicos existentes no lixo, que deve ser visto como uma boa alternativa de redução dos aterros sanitários das cidades e ao mesmo tempo fornecer eletricidade para ela.

 

A Energia Química

 

A energia química também é de suma importância para o nosso conforto e faz parte do nosso dia a dia, estando presente em muitos dos aparelhos e das máquinas que utilizamos.

As Pilhas são uma fonte de energia química de grande importância pois encontram-se em vários aparelhos indispensáveis ao nosso dia a dia, como nos controles remotos, nos rádios portáteis, nas calculadoras entre muitos outros.

Devemos dar destaque especial para a energia química das Baterias Automotivas, que são fundamentais para o funcionamento dos automóveis, embarcações e entre muitas outras utilidades como sistemas de telecomunicações e sinalizações.

Os combustíveis líquidos e gasosos como a gasolina, o óleo diesel, o álcool, o Gás de cozinha, os Gases naturais e muitos outros que também se constituem em fontes potenciais de energia química, muito utilizadas nas residências, comércios e indústrias.

Temos também a energia proveniente da reação química do hidrogênio com o oxigênio, em altas temperaturas, conhecidas como Células Combustíveis, que se constitui em uma das mais recentes tecnologias de geração de eletricidade, e que já vem sendo utilizada comercialmente em alguns Países mais desenvolvidos e em vários outros como o Brasil, nas Universidades e Centros de Pesquisa.

Seria impossível falar de energia sem associar o meio ambiente ao tema, pois toda a energia produzida, é resultado da utilização e transformação das forças oferecidas pela natureza.

Se voltarmos um pouco na história da energia veremos que no começo o homem queimava os troncos e galhos de árvores para fazer o fogo, sendo que até a invenção da máquina a vapor essa prática não prejudicava tanto as florestas, mas após o advento da máquina a vapor a devastação de florestas começou com grande intensidade, chegando a se destruir imensas florestas nos países europeus, para a geração de vapor.

Temos a aproximadamente 150 anos, a utilização dos combustíveis fósseis em geração de energia e força motriz, e nos últimos anos com o crescimento da indústria automobilística, que vem colocando um grande número de veículos circulando pelas grandes cidades do planeta, e a grande industrialização dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, que juntos emitem bilhões de toneladas de gases na atmosfera provocando tremendos impactos negativos ao meio ambiente do planeta, trazendo alterações climáticas provocadas principalmente pelo efeito estufa e a destruição da camada de ozônio.

Quando construímos uma Usina, seja ela Hidroelétrica, Termelétrica ou Termonuclear, sempre haverá um impacto no meio ambiente, umas menos que outras, mas sempre tendo algum tipo de agressão ao meio ambiente.

As Usinas Hidroelétricas afetam o meio ambiente por causarem alagamento de grandes áreas, modificando o ecossistema da região, afetando a fauna, a flora e os seres humanos, modificando o clima e emitindo gases prejudiciais à atmosfera pelo resultado do apodrecimento e fermentação da vegetação que ficou submersa na área do alagamento. Também existe uma perda substancial de sítios arqueológicos e lugares históricos e turísticos.

As Usinas Téróicas são em sua maioria ainda mais prejudiciais ao meio ambiente, pois, queimam combustíveis não renováveis e altamente poluentes em emissões de gases prejudiciais à atmosfera. Nas regiões próximas a algumas dessas usinas, as pessoas, os animais e as plantas costumam sofrer conseqüências diretas de seus efeitos nocivos, tanto pelas emissões, como pelos resíduos e efluentes por elas gerados.

As Usinas Nucleares, de todas as formas de geração de energia conhecidas, é com certeza a mais perigosa para os seres vivos e o meio ambiente em geral, um vazamento em uma dessas usinas poderá contaminar uma grande área com material radioativo, que além de destruir tudo o que encontrar, vai levar milhares de anos para se descontaminar. Ainda tem-se o problema do lixo nuclear, que é o material radioativo que resulta da geração de eletricidade, um resíduo radioativo de difícil armazenamento e acondicionamento.

Embora praticamente todos os tipos de geração de energia, de alguma forma tragam impactos negativos ao meio ambiente, a energia precisa continuar sendo gerada para poder atender ao crescimento da população e suas necessidades de desenvolvimento e sobrevivência. O que precisa ser feito é a conscientização do homem para a exploração e utilização de fontes de energia renováveis e de menor ou nenhum impacto para o meio ambiente, e também uma mudança cultural da forma de utilização da energia para o atendimento de suas necessidades, procurando utiliza-la de forma inteligente, racional e responsável.

O mundo convive hoje com um desperdício imenso de bens de primeira necessidade para a sobrevivência do ser humano, desde dos alimentos, a água doce e os produtos responsáveis pela infra-estrutura que move o desenvolvimento das nações.

É inadmissível a perda de bilhões de toneladas de alimentos desde a plantação até as nossas mesas, num mundo onde mais de dois bilhões de seres humanos passam fome. E com a Energia Elétrica não é diferente, pois grande parte da energia gerada nas usinas perdem-se na própria geração, na transmissão, na distribuição e no uso final. No Brasil estima-se que de toda a energia elétrica gerada nas usinas, aproximadamente 30% se perda, devido a questões técnicas e culturais.

 

O conceito de uso racional de energia pode ser expresso por duas vertentes:

 

- A Tecnológica, onde podemos usar equipamentos eficientes, de alto rendimento e com certificação.

- A Humana, onde devemos atentar para nossos hábitos e costumes, procurando conhece-los e muda-los, para melhor se adequarem às necessidades do mundo moderno, que não tem mais lugar para pessoas sem consciência crítica e disposição para fazer as transformações culturais tão importantes para garantir o crescimento sustentado, que vai garantir a qualidade de vida para a nossa e para as futuras gerações do planeta.

 

Poderemos classificar as fontes de energia em três categorias distintas, como:

- Fontes de energia antigas ou arcaicas, onde se encontram as forças musculares humanas e dos animais, e o fogo;

- Fontes de energia modernas, onde teremos o carvão mineral, gás, energia nuclear, hidroeletricidade e o petróleo;

- Fontes de energia alternativas como a eólica, solar, hidrogênio, geotérmica e das marés entre outras.

São das fontes de energias alternativas que iremos conhecer um pouco mais a partir de agora, procurando mostrar que elas se apresentam como sendo a energia do futuro.

 

A energia solar

 

Extremamente importante para os seres vivos, ela pode ser utilizada através da síntese que realiza nos vegetais, tanto como alimentos, como matéria prima para produtos com capacidade energética como o álcool da cana-de-açúcar, da beterraba, da mandioca, entre muitas outras.

Pode também ser utilizada pela transformação direta em eletricidade através das células fotovoltaicas, que começam a ter aplicações cada vez maiores no mercado, principalmente por estar a cada ano reduzindo os seus custos de implantação e tornando viável economicamente sua aplicação.

Outra forma muito encontrada, é como fonte de calor direta, tendo sua aplicação em aquecedores de água, como uma das mais utilizadas.

A energia solar constitui-se em um processo de geração de energia limpa, segura, silenciosa, que não utiliza peças móveis e tem seu custo operacional extremamente baixo, além de ser uma fonte inesgotável.

São muito utilizadas em regiões isoladas como áreas rurais, na Amazônia, em bóias de sinalização marítima, em telecomunicações, sistemas de segurança entre muitas outras aplicações.

 

A energia geotérmica

 

A energia geotérmica e proveniente do calor encontrado no centro da terra, que pode ser verificado pela erupção dos vulcões, pelos “geysers” e pelas fontes termais de água doce.

É uma fonte de energia ainda muito pouco utilizada para geração de eletricidade, pois existem muitas dificuldades para sua implantação e seu rendimento é considerado baixo.

No Brasil ainda não temos nenhuma usina de geração de eletricidade geotérmica, mas já existem usinas em funcionamento em alguns Países como a Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão, Filipinas, Kenia e Islândia.

A energia Geotérmica não é renovável e geralmente causa impactos ambientais consideráveis, e suas fontes tem vida útil de exploração consideradas baixas.

 

A energia hidráulica

 

A energia produzida pelas forças das águas dos rios é a responsável pela geração de 90% de toda a energia elétrica produzida no Brasil, e constitui-se em uma das fontes mais limpas de energia.

A transformação da energia potencial das águas dos rios em energia elétrica, aproveitando as grandes corredeiras e quedas d’água são uma das fontes mais econômicas de se produzir eletricidade, embora o investimento e o tempo para a implantação das usinas sejam relativamente grandes.

Poucos são os Países que dispõe de condições naturais que favorecem o aproveitamento em grande escala a hidroeletricidade, porém o Brasil está entre os que mais dispõe dessas condições, junto com a China, o Canadá e os Estados Unidos.

O Brasil destaca-se mundialmente nessa categoria, possuindo a maior usina do mundo em capacidade de geração de eletricidade que é a Usina de Itaipu, situada no rio Paraná, na divisa do Brasil com o Paraguai.

 

A energia eólica

 

A energia produzida através da força dos ventos é uma das mais antigas que se utiliza, e tem várias vantagens quando é usada para geração de eletricidade, pois entre outras coisas, é considerada uma energia limpa, renovável, de baixo custo operacional e de implantação.

No Brasil uma das primeiras usinas a entrar em operação comercial, foi a de Fernando de Noronha, e hoje já temas várias em operação, principalmente no Estado do Ceará.

Os maiores aproveitamentos dessas fontes de energia, ficam localizadas nas regiões litorâneas, devido aos maiores potenciais e regularidades dos ventos.

Países como Alemanha e Holanda, possuem grandes Parques Eólicos de Geração de Energia Elétrica, onde a energia elétrica que é gerada representa considerável percentual de suas matrizes energéticas.

 

Álcool

 

Fonte de energia alternativa que foi muito utilizada no Brasil na década de 80, quando aproximadamente 85% da frota de veículos do País usavam esse combustível.

Embora hoje essa fonte de energia utilizada pelos veículos tenha sido reduzida à aproximadamente 5% da Frota Nacional, o álcool tem tido substancial aumento para a geração de eletricidade, através da queima do bagaço da cana para alimentar as próprias usinas no período de safra e venda para as concessionárias nos períodos de entre safra.

 

Outras fontes alternativas

 

Existem muitas outras Fontes Alternativas menos comuns e pouco conhecidas, como a da Força das Marés, da Célula Combustível (hidrogênio), que ainda não são encontradas no Brasil, ou tem apenas alguns protótipos em universidades e centros de pesquisa.

Essas fontes menos comuns, deverão começar a aumentar suas aplicações de agora em diante, devido aos interesses por novas alternativas, que cada dia mais são estimulados e incentivados para encontrar soluções que reunam eficiência com preservação do meio ambiente.

Biomassa — a energia que vem do lixo

Todo rejeito de origem vegetal ou animal pode se transformar em biomassa e gerar energia em usi¬nas termelétricas. Lixo residencial (orgânico), lixo industrial, bagaço de cana, madeira, casca de arroz podem ser utilizados para esse fim. A queima da bio¬massa aquece um fluido e o vapor gerado aciona as turbinas da termelétrica.

Além de ajudar a solucionar a crise energética, a biomassa resolve o problema do lixo orgânico de grandes e pequenas cidades. No caso da madeira, a biomassa não é considerada renovável porque o reflorestamento exigiria um investimento muito grande.Nesse caso, o uso do lixo é mais viável.

Fontes Alternativas e/ou Renováveis de Energia

 

Energia Solar

 

Nas últimas três décadas, o aproveitamento da energia solar para aplicações diversas tem sido bastante destacado, especialmente em países tropicais e subtropicais, como o Brasil, que dispõem de condições excelentes de radiação solar ao longo do ano. As experiências visando a utilização de energia solar para diversos fins datam de tempos remotos. A história registra que, no século I, Herão de Alexandria já havia construído um dispositivo para bombeamento de água empregando o calor do sol como fonte térmica.

O uso direto da energia solar tem três atrativos principais: primeiro, sua capacidade de renovação, quase infinita, considerando a escala de tempo humana. Segundo, está relacionada com a proporção menor de impactos ambientais, quando comparada com aqueles provenientes da exploração e do uso de energias fóssil e nuclear. O terceiro é a viabilidade de aplicação junto às fontes consumidoras, o que elimina a necessidade de transporte através de grandes distâncias.

O uso direto da energia solar pode ser feito de duas formas: como fonte de luz e calor ou para produção de eletricidade. Uma maneira de aproveitar mais eficientemente a energia solar incidente é através do uso de coletores térmicos, dispositivos capazes de transformar a luz do sol em calor, que pode ser utilizado diretamente no aquecimento de água para consumo doméstico. Outra maneira é converter a energia solar diretamente em energia elétrica, utilizando células fotovoltaicas revestidas de semicondutores que, ao absorver luz, produzem uma pequena corrente elétrica.

Devido aos elevados custos de fabricação e manutenção, a utilização dessas células não oferece vantagem para extenso uso comercial, a não ser em pequenas usinas elétricas em regiões muito distantes de geradoras hidro ou termoelétricas. Atualmente, existem projetos de produção de eletricidade via satélite, captando e convertendo a energia solar, por meio de grandes painéis ao redor do planeta, em eletricidade que será transmitida para a Terra por microondas.

O uso indireto da energia solar ocorre através do aproveitamento da biomassa, do vento, das marés, dos gradientes de temperatura da água oceânica, dos combustíveis vegetais e fósseis.

 

Biomassa

 

Cerca de 0,02% da energia solar incidente sobre a Terra é utilizada no processo biológico da fotossíntese que transforma a energia luminosa recebida em energia química. Esse processo é o responsável também pela formação de biomassa que constitui uma fonte de energia renovável aproveitada de muitas maneiras: na forma de alimento (carnes, frutas, peixes, legumes, etc), como combustível direto (lenha, casca de babaçu, bagaço de cana, gás natural, etc) e combustível indireto por meio de óleos vegetais (mamona, soja, dendê) e de álcoois (etílico e metílico convertidos da madeira, da cana-de-açúcar, do sorgo sacarino, da mandioca, etc).

Os óleos vegetais e os álcoois possuem capacidade para substituir o óleo combustível e a gasolina, respectivamente. Ainda existem possibilidades tecnológicas para realizar conversões fotoquímicas, promovendo a dissociação da água por intermédio das algas, o que poderá vir a ser, no longo prazo, uma forma de obter hidrogênio combustível.

O biogás oriundo da biomassa é uma fonte de energia relativamente barata, renovável e eficiente, além de não poluente. O subproduto desse processo é um excelente fertilizante. Outra vantagem é o aproveitamento de um material que, para ser eliminado ou tratado, necessitaria de mais consumo de energia. Os problemas mais críticos para a produção do biogás são os controles do pH e da temperatura durante o estágio final de degradação dos resíduos orgânicos.

A cana-de-açúcar e o sorgo sacarino são exemplos de vegetais com boa eficiência de conversão, o que os torna, potencialmente, matéria-prima para a extração de álcool. O processo de obtenção dos álcoois etílico e metílico, com a fermentação e destilação de vegetais como a batata, a beterraba, o milho, a cevada e outros cereais, é conhecido há muito tempo. No entanto, seu uso como combustível é muito recente, datando da Primeira Guerra Mundial. No Brasil, o Plano Nacional do Álcool - PROÁLCOOL - mostrou uma perspectiva de obter um combustível automotivo substituto, reduzindo em setenta por cento o consumo de gasolina.

Para a geração de eletricidade, em média e larga escala, ainda não há condições de competitividade da biomassa com os combustíveis fósseis, em vista dos custos econômicos. Também persistem alguns problemas no que se refere aos processos de manejo e conversão. Para pequenas populações dispersas, no meio rural ou em localidades isoladas, onde as condições de extensão da rede elétrica e a logística de transporte de combustível são mais difíceis, a biomassa pode resultar na solução menos dispendiosa, garantindo ainda o aproveitamento dos próprios recursos locais. O Brasil utiliza para cultivo agrícola somente 7,5% dos 851 milhões de hectares de terras que possui. A implantação de cultivos de biomassa pode ser uma alternativa lucrativa para os proprietários rurais que poderão utilizá-los, como cultivo complementar, na geração de energia para consumo próprio e ainda prover uma fonte de renda adicional para a agroindústria e o setor moveleiro circunvizinhos.

A utilização de biomassa, para fins energéticos, é tão antiga quanto a própria civilização. Até o século XVIII, a principal fonte de energia era a lenha. Nos séculos XIX e XX, com a progressiva introdução comercial dos combustíveis fósseis, a biomassa assumiu um plano secundário na matriz energética global, entrando na lista das fontes de geração consideradas alternativas, junto com as energias solar e eólica.

 

Energia Éolica

 

O vento, assim como a água, foi uma das fontes de energia mais utilizadas pelo homem. Restos de um barco a vela encontrados em um túmulo sumeriano, datado de 4000 aC, são os indícios do primeiro uso histórico da energia eólica pela humanidade. Contudo, foram os fenícios, pioneiros na navegação comercial, que começaram a utilizar, por volta de 1000 aC, barcos movidos pela força dos ventos. As embarcações movidas a vela evoluíram até o desenvolvimento das caravelas no século XIII e dominaram os mares até o começo do século XIX, quando surgiu o navio a vapor.

Há indicações, a partir do século X, que apontam o uso de moinhos de vento para bombear água e moer grãos. Durante os dois séculos seguintes, os moinhos foram projetados de acordo com as condições geográficas para obter melhor aproveitamento do sentido predominante dos ventos, mantendo o eixo motor numa direção fixa. Na Holanda, durante o século XV, começaram a surgir moinhos com cúpula giratória, que permitia posicionar o eixo das pás na direção dos ventos. Com a Revolução Industrial, os moinhos de vento sofreram modificações para se adaptar à velocidade constante necessária para manter o ritmo de produção. Neste período são criados os primeiros sistemas de controle e de potência que permitiram aperfeiçoar e integrar os moinhos de vento a estas unidades produtivas.

A descoberta de novas tecnologias e o aperfeiçoamento desses sistemas evoluíram até chegar às atuais turbinas eólicas que vem sendo empregada em larga escala nos países desenvolvidos desde o início da década de 1990, normalmente com subsídios governamentais.

As pesquisas atuais se concentram nos novos materiais que permitam desenvolver turbinas de maior porte, com potência maior que as existentes (2 MW). Na costa oeste dos Estados Unidos, no norte da Alemanha e na Dinamarca, a energia eólica funciona como complemento à geração elétrica convencional. A região litorânea brasileira, em particular no Nordeste em função dos regimes de bons ventos, é considerada apta para instalação de parques eólicos. No litoral do Ceará, já estão instalados mais de 15 MW de geração eólica complementar à rede, a maioria por iniciativa privada.

 

Pilhas Combustível

 

Devido à alta eficiência e as baixíssimas emissões de ruído e poluentes, a aplicação de pilhas combustível, também chamadas de células combustível, para geração de energia elétrica e propulsão de veículos pode vir a ser um dos grandes avanços tecnológicos da próxima década.

De maneira semelhante às baterias, essas pilhas convertem a energia química de um combustível (hidrogênio) em eletricidade na forma de corrente contínua. No entanto, não descarregam nem necessitam de recarregamento periódico; a produção de eletricidade se mantêm enquanto existir suprimento de combustível e de oxidante para formar a reação. Como a essência do processo é inversa ao da hidrólise, os produtos gerados são basicamente energia elétrica, calor e água, e uma quantidade muito reduzida de poluentes (óxidos de nitrogênio e enxofre, hidrocarbonetos e carbono).

Apesar de terem concepção teórica conhecida desde meados do século XIX, as pilhas combustível não tiveram desenvolvimento comercial até 1950 devido a problemas com materiais e ao conhecimento científico limitado sobre as reações eletroquímicas necessárias. Nessa época, em função da necessidade de dispositivos compactos de geração de energia como suporte aos projetos de exploração espacial, as pesquisas de pilhas combustíveis foram retomadas. Depois disso, Estados Unidos, Japão e Europa investiram em diversos projetos para torná-las atrativas comercialmente.

Além da alta eficiência e dos níveis muito baixo de emissões poluentes, essas pilhas possuem atrativos operacionais pela montagem em unidades modulares compactas, pré-montadas na fábrica com pequeno tempo de construção, e possibilitam complementar a capacidade existente de operação, reduzindo a demanda de picos e perdas de energia.

 

Viabilidade

 

Existem 2 aspectos que devem ser considerados: A viabilidade técnica e a viabilidade econômica. A viabilidade técnica vai estudar a forma de se conseguir fazer a transformação, isto é, se é possível ou não a obtenção de energia a partir daquela fonte. A viabilidade econômica vai tentar produzir a energia nos patamares de preços em que são comercializadas as energias de fontes habituais.

 

TIPO DE ENERGIA COMO É OBTIDA: VANTAGENS-DESVANTAGENS

1 Fornos, Caldeiras e Água Quente. Energia Térmica = Queima de derivados de Petróleo - olui o ar com fuligem preta e CO2.

Queima de Carvão Mineral - Polui o ar com CO2 e produz muita fuligem preta e deixa muitas cinzas que vão poluir os rios.

Queima de Carvão Vegetal - Acaba com as florestas, polui o ar com CO2 e produz muita fuligem preta.

Queima de Lenha É barato, basta pegar no mato. Acaba com as florestas, polui o ar com fuligem preta e CO2.

Queima de Gás GLS - Polui o ar com com CO2 provoca efeito estufa.

Queima de Gás Natural - Polui o ar com com CO2 provoca efeito estufa.

Resistência Elétrica e Bobinas de Indução - Não polui o meio ambiente.

Queima do Bagaço de Cana - Polui o ar com com CO2 provoca efeito estufa.

Aquecimento Solar (serpentinas) Não polui o meio ambiente. Caro, rendimento baixo e só funciona de dia e sem nuvens.

2 Residências, Comércio, Indústrias, Iluminação Pública, Trens de Carga, Trens de Metrôs - Energia Elétrica - Usina Térmica - Constrói-se em pouco tempo.Polui muito o ar com CO2. Contribui com o efeito estufa.

Usina Nuclear Nenhuma. Custo proibitivo, polui o solo e apresenta risco de contaminação ambiental por radiação nuclear.

Usina Hidráulica - Não polui o meio ambiente e baixíssimo custo de produção.Demora para ser construída.

Energia Solar (células foto-elétricas)- Não polui o meio ambiente. Custo proibitivo, só funciona durante o dia.

Energia dos Ventos (eólica) - Não polui o meio ambiente. Custo proibitivo, só funciona quando tem vento.

Energia das Marés (Usina Maremotriz) - Não polui o meio ambiente. - Baixa capacidade e só funciona onde há maré forte.

Queima do Bagaço de Cana e outras biomassas.- Baixo custo - Polui muito o ar com CO2. Contribui com o efeito estufa e não se sabe o que fazer com tanta cinza.

Lixo (gás metano) - Baixo custo - Baixo poder Calorífico, polui o meio ambiente, e aumenta o efeito estufa.

 

Automóveis, Veículos Rodoviários e Motores Estacionários de Combustão Interna (Geradores).

Energia Química Gasolina - Fonte Esgotável, polui o ar com CO2.

Óleo Diesel - Fonte Esgotável, polui o ar com CO2.

Álcool de Cana - Fonte Renovável, polui pouco o ar. - Ainda Polui o meio ambiente.

Álcool de Madeira - Fonte Renovável, polui pouco o ar.- Ainda Polui o meio ambiente.

Gás GLP - Fonte esgotáve. - Ainda polui o meio ambiente.

Gás Natural - Temos em abundância no Brasil. - Poucos locais para abastecimento e processo muito lento de carga.

Energia Elétrica - Através de células foto-elétricas ou foto-voltaicas. Nenhum tipo de poluição, inclusive sonora. - Caro e de autonomia limitada.

 

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