Serão monitorados reservatórios, chuvas e importantes rios, como: Araguaia, Paranaíba e Meia Ponte (GO) e Piranhas-Açu, Paraibinha e Piancó (PB). Meta é equipar todos os estados até o fim do ano. Ação é parte do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais
Na próxima segunda-feira, 20 de agosto, a ANA e o governo da Paraíba inauguram a Sala de Situação do estado para monitoramento de nível dos rios, reservatórios e volume de chuvas, o que vai permitir cruzar informações e avaliar, com antecedência, as regiões onde podem ocorrer secas ou enchentes. Na sexta-feira, 16 de agosto, Goiás também inaugurou sua Sala de Situação. Os estados de Alagoas, Pernambuco, Roraima e Sergipe já estão equipados com esses centros de monitoramento. O objetivo é que até o fim do ano todos os estados mais o DF possuam Salas de Situação.
A parceria da ANA com os governos estaduais para montar Salas de Situação integra o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 8 de agosto. O Plano prevê investimentos de R$ 15,4 bilhões em ações articuladas de prevenção e redução do tempo de resposta a ocorrências. As Salas de Situação fazem parte do eixo de Monitoramento e Alerta.
A montagem das Salas de Situação nos estados contam ainda com o apoio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional; do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), do Ministério de Minas e Energia (MME); e dos órgãos gestores estaduais de recursos hídricos.
A Sala de Situação da Paraíba vai funcionar na Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), no campus da Universidade Federal de Campina Grande. Em Goiás, o centro de monitoramento ficará na sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Goiás (Sectec). Ambas estarão conectadas à Sala de Situação da ANA, em Brasília.
As Salas recebem dados via satélite, enviados por plataformas de coleta de dados (PCDs) instaladas nos rios. A Rede Hidrometeorológica Nacional da ANA possui mais de 4,5 mil estações de monitoramento, de diferentes tipos, em todo o País. Por meio de sua Sala de Situação, em Brasília, a ANA acompanha as tendências hidrológicas dos principais rios e reservatórios nacionais e desenvolve ações de prevenção que permitem identificar possíveis eventos críticos e adotar antecipadamente medidas para mitigar seus impactos.
Fonte: Jornal Dia Dia
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