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Desastres

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A COMUNIDADE E OS DESASTRES

Nos últimos anos, temos presenciado uma sucessão interminável de desastres: enchentes, tempestades, ciclones, deslizamentos, furacões, secas, incêndios e aumento da criminalidade. Estas situações representam um preço extremamente alto em vidas, além de provocarem danos, muitas vezes, irreparáveis.

As comunidades sempre irão conviver com eventos naturais, sejam eles intensos ou não. O homem, no que diz respeito a esta realidade, não pode fazer muita coisa. Porém, pode se preparar para agir da melhor forma na ocorrência de um desastre para, assim, diminuir a sua escala de destruição.

Compreendemos, desta forma, que a prevenção é o melhor caminho para que os desastres não causem danos tão intensos e nem cobrem vidas devido a nossa falta de organização.

No entanto, muitos dos desastres que presenciamos são causados ou têm sua intensidade e conseqüências aumentadas pela interferência do homem na natureza. Na sua dimensão mais dramática, as atividades humanas podem interferir no equilíbrio da natureza, afetando a atmosfera, os oceanos, as calotas polares, a cobertura vegetal e outros aspectos considerados fundamentais para manter o nosso planeta um lugar habitável.

Embora a freqüência de eventos naturais dramáticos possa ser considerada constante, as atividades humanas contribuem para aumentar sua intensidade e suas conseqüências.

Como você já deve ter percebido, a forma com que o homem trata a natureza interfere nela mesma, assim, vivemos permanentemente em risco. Se observarmos a história da humanidade, veremos que dificilmente tantas pessoas moraram em aglomerados urbanos, muitas vezes precários, e ocuparam áreas sujeitas a terremotos, enchentes, deslizamentos e outras manifestações da natureza.

Na teoria, os eventos adversos podem afetar qualquer pessoa, entretanto, na prática, eles acabam afetando principalmente as pessoas mais pobres. Isto ocorre porque as comunidades pobres são mais numerosas, vivendo em maior densidade nas áreas de risco acima citadas.

Na maior parte do mundo, a pressão demográfica e o modelo de desenvolvimento têm levado a um uso e uma ocupação inadequados do solo que, conseqüentemente, ocasiona a deterioração do meio ambiente, aumenta os riscos, danos e prejuízos decorrentes dos diferentes tipos de desastres. Desta forma, a organização da comunidade se mostra cada vez mais essencial, considerando que com a organização, esta passará a estar mais atenta à prevenção e conseqüente minimização dos efeitos indesejáveis dos eventos adversos, evitando, ainda, que as conseqüências destes tomem proporções catastróficas.

Fonte: Os CONSEGs e a Redução de Riscos. UFSC/Ceped.


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